Público: é isto que eu quero!
Na terça-feira, dia 02, encontrei Vinícius no Shopping Pátio Belém, na fila de um caixa eletrônico do BB. Entre uma conversa e outra, falamos sobre o nosso espetáculo, sobre o processo. Nos mostramos muito satisfeitos com a duração, provável, da peça, e em como construímos o seu final. Ele comentou comigo que foi de extrema importância a volta a uma sala fechada, sem o olhar das pessoas. Pois, nessa volta, a “coisa engrenou”, deslanchou. E devo admitir que também tive esta percepção.
Ele me disse que não se sentiu à vontade nos períodos em que ensaiávamos na rua.Acho que alguns integrantes não gostaram desta parte. Infelizmente, para eles e para o processo, pois, acredito eu, se estivessem mais “abertos” , o processo seria mais “aberto” ao público, no sentido de aceitação de indicações, de sugestões… Eu acho! Será?
Uma outra questão também surgiu: a estreia do espetáculo. Vini comentou que iremos sentir mesmo o espetáculo, sua temperatura na estreia, pois será o momento do encontro com o público. Momento em que perceberemos se a piada surtiu algum efeito, se nossa adaptação ficou bem estruturada etc. Algumas destas respostas já temos, mas o público…Ele será o termômetro!!!!
Aí penso cá com meus botões que é ele, o público, que almejamos, com muita fome, então pq o fechamento diante dele durante o processo? Hum…me pergunto sempre isso. Sabe, sei que deve ter passado na cabeça a ideia de que as pessoas, vendo nossos ensaios, não teriam mais a graça da descoberta, do novo no dia da estreia. Será? Será que isso poderia acontecer? Eu estava (e ainda estou) tão encantada e presa ao processo, ao compartilhamento das pessoas em nosso processo, que nem me preocupei com tal fato, se o encantamento não ocorreria mais. Mas, vraiment, eu não acredito nesta sentença. Senão as obras de artes teriam somente uma única apresentação e seriam “queimadas na fogueira” (lembrando as bruxas!). Eis que existe a contemplação; a arte está aí para ser contemplada.
Então não acredito nisso, não acredito que o público não riria, não cantaria, não se felicitaria conosco na estreia, sendo que ele já conhece o processo, o espetáculo. Se isto fosse verdade, não teríamos a plateia, os fãs que temos (acho que não estou sendo demais!). Sempre fui e sou favorável ao público, à sua colaboração, ao seu tear, e se nosso diretor quiser que, antes da estreia, voltemos à rua direi SIM, pois PÚBLICO: É ISTO QUE EU QUERO!!!!

SUani, é uma maravilha ver como vcs desenvolveu o blog! Parabens, beijos
nayse lopez
Oi Nayse!!!!Muito bom vc aparecer por aqui!!!!É, não tive como parar, me viciei no mundo digital, rsrsrsrrs. Comente mais vezes, ok?Bjs.