Ato III

ATO TERCEIRO

1

Harpagon. Cleanto, Elisa, Valério, D. Cláudia, Joaquim, Brindavoine, Merluche

 

HARPAGON – D. Cláudia, aproxime-se. (ela tem uma vassoura nas mãos) Bravo! Pronta para o combate, mas tenha o cuidado de não esfregar muito os móveis, para não gastá-los depressa. Além disso, fica encarregada de zelar pelas garrafas durante o jantar. Se desaparecer alguma ou se quebrar qualquer coisa, será descontada em seu ordenado.

JOAQUIM – (à parte) – Castigo político!

HARPAGON – Pode ir. (Cláudia sai) Tu, Brindavoine, e tu, Merluche, ficam encarregados de lavar os copos e servir as bebidas, mas apenas quando houver sede de fato. Esperem sempre, nunca atendam ao primeiro pedido.

JOAQUIM (à parte) – Claro!

MERLUCHE – Devemos despir os guarda-pós, meu amo?

HARPAGON – Sim, mas só quando os convidados chegarem.  

BRINDAVOINE – Patrão, um dos lados do meu gibão está manchado de azeite!

MERLUCHE – E o meu calção está rasgado nos fundilhos.

HARPAGON – basta! Arranja-te para ficar sempre de costas para a parede e de frente para os convidados… (põe seu chapéu diante do próprio gibão, para mostrar a Brindavoine como se deve proceder para ocultar a mancha de óleo) Conserva o teu chapéu sempre assim, enquanto estiveres servindo. (saem os dois – a Elisa) Minha filha, preste atenção à retirada dos pratos e copos, e tome cuidado para que não haja prejuízos. Prepare-se para receber convenientemente a minha noiva, que vem aqui visitá-la, e leve-a consigo à feira, ouviu?

ELISA – sim, meu pai. (sai pela esquerda)

HARPAGON – E o senhor, filho ingrato a quem eu perdôo aquele negócio do empréstimo, não caia na asneira de fazer má cara a essa moça, hein?!

CLEANTO – Eu, meu pai, fazer má cara?!

HARPAGON – Eu bem conheço a atitude dos filhos cujos pais tornam a casar. Seja cortês com minha futura esposa, fazendo-lhe a melhor acolhida possível! 

CLEANTO – Não me sinto muito à vontade com a idéia de que ela será minha madrasta. Mas quanto a recebê-la bem e ser gentil, fique tranqüilo.

HARPAGON – Agora, Valério, ajude-me. Joaquim, aproxime-se. Deixei-o de propósito para o fim.

JOAQUIM – É ao cocheiro ou ao cozinheiro que o senhor vai falar? Porque aqui eu sou duas coisas.

HARPAGON – É aos dois.

JOAQUIM – Mas qual deles em primeiro lugar?

HARPAGON – Ao cozinheiro.

JOAQUIM – Um momento, então. (tira seu casaco de cocheiro e aparece vestido de cozinheiro)

HARPAGON – Que cerimonial é esse?!

JOAQUIM – Pode falar ao cozinheiro, patrão.

HARPAGON – Estou resolvido a dar um jantar, hoje.

JOAQUIM – Que milagre!

HARPAGON – Está disposto a fazer as coisas convenientemente?

JOAQUIM – Claro, se o senhor me der o dinheiro necessário!

HARPAGON – mas que horror, meu Deus! Dinheiro, sempre dinheiro! Parece que não têm outra coisa para dizer: “Dinheiro, dinheiro, dinheiro!”  Não sabem fazer mais nada sem dinheiro!

VALÉRIO – Nunca vi resposta mais impertinente do que essa que deu! A maior habilidade consiste em fazer bem, com pouco dinheiro.

JOAQUIM – Bem, com pouco dinheiro?!   Palavra de honra, Sr. Intendente, que eu gostaria de saber o segredo desse processo e peço-lhe que assuma, desde já, o meu cargo de cozinheiro.

HARPAGON – Cale-se! Diga o que precisa.

JOAQUIM – Nada, nada, patrão! Eis o Sr. Intendente que sabe fazer as coisas muito bem, com pouco dinheiro.

HARPAGON – axi, égua!  Não me aborrece! Eu quero que responda ao que perguntei!

JOAQUIM – Quantas pessoas vêm para o jantar?

HARPAGON – Oito ou dez, mas calculemos por oito, porque onde comem oito, comem dez.

VALÉRIO – Lógico!

JOAQUIM – Precisamos então de… entrada, sopa e cinco pratos.

HARPAGON – Tá maluco! Quer alimentar Belém inteira?

JOAQUIM – um assado…

HARPAGON (pondo a mão sobre a boca do criado) – Cale-se, traíra, quer me arruinar!

JOAQUIM – Três litros de açaí…

HARPAGON (idem) – Ainda insiste?…

VALÉRIO – Será que você quer arrebentar todo mundo de tanto comer? Pergunte aos médicos se há alguma coisa de mais prejudicial que comer em excesso!

HARPAGON – Isso mesmo, isso mesmo!

VALÉRIO – Fique sabendo, mestre Joaquim, e ensine aos seus colegas, que uma mesa muito farta é um crime!

HARPAGON – Tá ouvindo, traidor?! (a Valério) Quem foi o grande homem que disse isso?!

VALÉRIO – Não lembro mais do nome.

HARPAGON – Gostaria de gravar essa sentença em letras douradas na parede da sala de jantar.

VALÉRIO – Não se preocupe, senhor, deixe o jantar por minha conta, arranjarei as coisas da melhor maneira.

HARPAGON – Está bem.

JOAQUIM – huum, eu choro, não?.

HARPAGON (a Valério) – Devemos arranjar pratos que satisfaçam depressa, sem a necessidade de comer muito: maniçoba, rabada, muita farinha.        

VALÉRIO – Xá comigo!

HARPAGON – Mestre Joaquim, é preciso limpar a minha carruagem.

JOAQUIM – Um momento. Isso é com o cocheiro. (veste o casaco) O senhor dizia?

HARPAGON – Que é preciso limpar a carruagem e ter os cavalos prontos para uma visita a feira do Ver-o-peso.

JOAQUIM – Seus cavalos, meu amo? Mas eles não tem as condição de andar! Não direi que estão de cama, porque nem isso têm. Os pobres não são mais do que vagas idéias de cavalos.

HARPAGON – Então adoeceram de não fazer nada!

JOAQUIM – E como nada fazem, patrão, nada devem comer?

HARPAGON – Mas um passeio à feira não é trabalho assim tão pesado.

JOAQUIM – Não, meu amo, eu não terei coragem de conduzi-los no estado em que estão. Como quer que arrastem uma carruagem, se nem a si próprios podem arrastar?

VALÉRIO – Eu pedirei ao cocheiro do vizinho para levar o carro. É melhor mesmo que Mestre Joaquim fique em casa, para não atrasar o jantar.

JOAQUIM – Façam o que quiserem. Prefiro que os pobres animais morram nas mãos de outro.

VALÉRIO – Mestre Joaquim é bastante impertinente!

JOAQUIM – O Sr. Intendente é bastante habilidoso!

HARPAGON – Basta!

JOAQUIM – Patrão, eu não agüento aduladores! E vejo que ele fez, com as suas eternas fiscalizações um trabalhinho muito hábil para conquistar as suas graças. Irrito-me com isso, e zango-me todos os dias ouvindo o que dizem por aí do senhor. Depois dos cavalos, o senhor é a pessoa a quem eu mais estimo.

HARPAGON – Eu poderia saber o que dizem de mim por aí?

JOAQUIM – Talvez, se eu tivesse a certeza de que não se zangaria.

HARPAGON – Não me zangarei. Terei um grande prazer em ouvir a opinião alheia a meu respeito.

JOAQUIM – Visto que insiste: o senhor é motivo para todos os deboches. Ouvimos em todos os lugares, mil pilhérias a seu respeito. Um diz que o senhor faz imprimir, secretamente, falsos almanaques do ano, para dobrar os dias de jejum e de vigília, a fim de economizar na alimentação de seus criados. Outro afirma que sempre que vai pagar ordenados ao pessoal doméstico o senhor faz chicana e prejudica nas contas. Falam que o senhor processou um gato que roubou da cozinha um pedaço de carneiro… que o senhor foi surpreendido, certa noite, a roubar a aveia de suas próprias cavalariças e que, estando escuro, levou uma surra do cocheiro que não pôde reconhecer o ladrão. Quer mais?… Não podemos entrar numa mercearia sem ouvir galhofas: avarento, chicaneiro, ladrão, pão duro, unha-de-fome, mão de vaca, muquirana, sovina.

HARPAGON (agredindo-o) – E você é um cretino, leso,imbecil, vagabundo, malcriado, Zé ruela, nojento. Um anta morfológica!

JOAQUIM – Eu sabia que o senhor ia ficar zangado ouvindo a verdade!

HARPAGON – Égua xiri, mas aprenda como se deve dizer a verdade!… (sai pela direita)

 

2

Valério, Joaquim

 

VALÉRIO (rindo) – Se deu mal, hein, Mestre Joaquim?

JOAQUIM – O que o senhor tem com isso?

VALÉRIO – Oh! Mestre Joaquim! Não se zangue, por favor!…

JOAQUIM (baixo, à parte) – Ele está mansinho! Vou bancar o valentão e, se ele não reagir, devolvo a sova que recebi (alto) O senhor sabe, seu risadinha, que eu não acho graça nenhuma nisso? E que se me esquentar a cabeça lhe darei uma dentadura nova? (empurra Valério para o fundo da cena, ameaçando-o)

VALÉRIO (fingindo-se amedrontado) – Mas o que é isso, Mestre Joaquim? Calma!

JOAQUIM – Calma, por quê? Vai encarar?

VALÉRIO – Mas, mestre Joaquim…

JOAQUIM – Não há Mestre nem meio Mestre! Se eu pegar uma bengala tiro já-já essa sua pose!

VALÉRIO – Como? Uma bengala? Aqui está uma (obriga Joaquim a recuar na mesma distância em que recuou)

JOAQUIM – Quer dizer…

VALÉRIO – Fique sabendo, valentão, que eu sou homem para manejar uma bengala melhor do que imagina!

JOAQUIM – Não duvido, senhor…

VALÉRIO – Sabe que não passa de um borra as calças?

JOAQUIM – Sim, sei sim senhor…

VALÉRIO – E que não conhece ainda o meu gênio?

JOAQUIM – Desculpe, senhor, desculpe…

VALÉRIO – Queria me bater, hein?

JOAQUIM – Era brincadeirinha!

VALÉRIO – Mas eu não gosto de brincadeiras, ouviu?! (dá-lhe duas ou três pancadas com a bengala)

JOAQUIM (sozinho) – Maldita seja a sinceridade!

 

3

Mariana, Frosina, Mestre Joaquim

 

FROSINA – Sabe se seu patrão está em casa?

JOAQUIM – Infelizmente eu tenho a certeza que está.

FROSINA – Então faça o favor de dizer-lhe que chegamos. (Joaquim sai pela direita)

4

Mariana, Frosina

 

MARIANA – Ah, Frosina, que terrível situação!

FROSINA – Por quê, já?

MARIANA – Não compreende, então, as torturas de uma vítima prestes a ver o suplício ao qual querem entregá-la?

FROSINA – Sei que seu Harpagon não é nenhum guaraná garoto, que dirá uma coca-cola. Mas o certo é que o jovem galã, de quem me falou, está perturbando um pouco seu espírito.

MARIANA – Sim, Frosina. É uma coisa que eu não posso ocultar.

FROSINA – Mas ao menos soube quem era ele?

MARIANA – Não, eu não sei quem é, mas sei que ele é feito para ser amado.

FROSINA – Eu bem conheço esses playboys de hoje! Todos muito agradáveis, dizem coisas muito lindas, mas não valem nada. É melhor ter um marido rico, embora um pouco passado, que saiba dar conforto a esposa. Não se apoquente, nosso homem não dura muito e, quando ele morrer, você ficará em condições de escolher o marido que quiser.

MARIANA – Esquisito, isso, Frosina: para sermos felizes, precisamos esperar a morte de alguém. Nem sempre a morte está de acordo com os nossos desejos e projetos.

FROSINA – Qual! Você só se casa com a condição de ficar viúva depressa. Aliás, isso deve constar no contrato nupcial. E ele seria inconveniente se não morresse dentro de três ou quatro meses. Ei-lo que chega!…

MARIANA – Oh, Frosina! Que cara!

HARPAGON (A Mariana) – Não repare, minha jovem, se eu apareço na sua frente de óculos… é com os óculos que se observam os astros e eu afirmo que você é um astro, o mais lindo, o mais brilhante que existe no país dos astros… (baixo, a Frosina) Frosina, ela não diz uma palavra e não parece muito satisfeita com a minha presença.

FROSINA – É a surpresa, as moças castas ficam sempre envergonhadas de revelar o que sentem.

HARPAGON – É mesmo… (a Mariana) Esta é minha filha Elisa

MARIANA – Peço desculpas, senhorita, de ter retardado tanto esta visita de hoje.

ELISA – A senhorita fez hoje o que já deveria ter feito há muito tempo.

HARPAGON – Está vendo como é bem educada a minha filha? E como é crescida?  Bem diz o ditado: “Erva má cresce sempre”…

MARIANA (baixo, a Frosina) – Que homem desagradável!

HARPAGON (idem) – O que foi que ela disse?

FROSINA – Que o senhor é muito espirituoso!

HARPAGON – Sua opinião a meu respeito muito me envaidece.

MARIANA (a parte) – Não sei como suportar isso!

HARPAGON – Eis aqui meu filho que vem render homenagem aos seus encantos, minha jovem.

MARIANA (baixo, a Frosina) – É justamente o moço de quem eu falava.

FROSINA – Que maravilhosa aventura, meu Deus!

HARPAGON – Vejo que está surpresa ao ver que tenho filhos tão crescidos. Em breve estarei livre de um e outro.

 

5

Cleanto, Elisa, Harpagon, Frosina, Mariana

 

CLEANTO (a Mariana) – Para ser franco, minha senhora, devo dizer que esta é uma aventura com a qual eu jamais contaria! E meu pai conseguiu me surpreender bastante quando me revelou, há pouco, seus planos.

MARIANA – Posso dizer que o mesmo me aconteceu quando tive conhecimento desses projetos. E confesso que não estava preparada para semelhante aventura.

CLEANTO – É verdade, minha senhora, que meu pai não poderia ter feito uma escolha mais feliz e que é uma alegria poder vê-la. Contudo,  tê-la por madrasta é o que menos desejo. Estou certo de que saberá compreender como ninguém o sentido das minhas palavras. Não ignora o quanto esse casamento fere os meus interesses. E permita que eu lhe diga, com licença de meu pai, que se as coisas dependessem de mim, o enlace não se realizaria.

HARPAGON – Ora, aí está um discurso bem impertinente, senhor meu filho!

MARIANA (a Cleanto) – E eu, como resposta, tenha a dizer que penso da mesma maneira. E se o senhor tem repugnância em me ver como madrasta, eu não tenho menos em vê-lo como meu enteado.

HARPAGON – Muito bem dito! Peço-lhe desculpas, minha jovem, pelas impertinências de meu filho. É um tolo, que não mede as palavras que diz.

MARIANA – Não me ofendeu. Ao contrário, teve a gentileza de me explicar nitidamente seus sentimentos. Agradeço as revelações que fez.

HARPAGON – É muita bondade sua querer desculpar, assim, o seu erro.

CLEANTO – O senhor queria que eu mentisse ao meu próprio coração?

HARPAGON – Tu não queres mudar esse papo, não?

CLEANTO – Está bem, já que exige que eu fale de outra maneira… (a Mariana) Permita, minha senhora, que eu me coloque no lugar de meu pai e confesse, em seu nome, nunca no mundo ter visto nada de tão encantador quanto a senhora… Que o título de “seu esposo” é uma glória… Sim, minha senhora, a felicidade de possuí-la é, aos meus olhos, a mais bela de todas as fortunas… E nada existe que eu não seja capaz de tentar para uma conquista tão preciosa… Você é luz, é raio, estrela e luar… manhã de sol, meu iaia, meu…

HARPAGON – Calma, rapaz, calma! Devagar com o andor!

CLEANTO – Estou falando em seu nome, meu pai…

HARPAGON – Sim, mas eu tenho ainda uma língua, muito hábil por sinal, para me explicar pessoalmente, não preciso de procurador.

( Entram Brindavoine e Valério)

FROSINA – É melhor irmos logo à feira, para voltarmos mais cedo.

HARPAGON (a Brindavoine) – Peço-lhe que me desculpe, linda jovem, por não ter pensado em oferecer qualquer coisa antes do passeio à feira…

CLEANTO – Eu pensei nisso, meu pai, e mandei buscar, em seu nome, laranjas da china, limões doces e confeitos.

HARPAGON (baixo, a Valério, sufocado) – Valério!

VALÉRIO (baixo, A Harpagon) – Está maluco!

CLEANTO – Não será isso bastante, meu pai? (tirando um anel do dedo do pai) A senhora já viu, em qualquer lugar, um diamante mais belo que este?

MARIANA – De fato, é magnífico.

CLEANTO (oferecendo a Mariana) – Pode vê-lo à vontade.

MARIANA – É mesmo deslumbrante.

CLEANTO (colocando-se diante de Mariana e impedindo-a de restituir o anel) – Não precisa devolvê-lo, está em muito boas mãos. É um presente que meu pai tem a honra de fazer à sua noiva.

HARPAGON – Eu?!

CLEANTO – Não é verdade, meu pai, que o senhor deseja que ela guarde o diamante?

HARPAGON (baixo, ao filho) – Traíra, traíra!

CLEANTO – A senhora dá motivo a que meu pai se irrite comigo!

HARPAGON (baixo, ao filho) – Criminoso!Traidor! Miserável!

CLEANTO – A senhora vai fazê-lo adoecer! Por favor, não resista por mais tempo!

FROSINA (a Mariana) – Pelo amor de Deus, menina!  Guarde esse anel!

MARIANA (a Harpagon) – Para não irritá-lo mais, senhor, aceito.

 MERLUCHE (entra correndo e quase derruba Harpagon) – Patrão, patrão…

HARPAGON – Oh! Desastrado, quase me matas! Que queres?!

MERLUCHE – Vim avisar que os dois cavalos estão desferrados.

HARPAGON – Levem-nos então à ferraria, depressa.

CLEANTO – Vou fazer pelo senhor as honras da casa e conduzir a senhora ao jardim, onde farei servir o lanche.

HARPAGON (baixo, a Valério) – Toma cuidado com esses esbanjamentos e procure evitar que comam demais.

VALÉRIO – Não tenha receio, pode contar comigo!

HARPAGON – Oh! Filho desnaturado! Terá ele acaso a preocupação de me arruinar?

 PANO

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: