Pardonnes-moi Plínio! (“O mão de vaca” e a Semana Francófona)

•30 novembro 2009 • Deixe um comentário

Lendo o post no blog do Marton, nosso diretor, e relendo o meu post, percebi que não falei da participação de meu amigo PLÍNIO PAIXÃO, tocando seu bandolim quando cantamos a canção de entrada de Frosina. Ela e as outras palhaças adoraram e mon ami ficou até o término da cena. Desculpa Plínio!!!

26.11.09: “O mão de vaca” na Semana Francófona da UFPA

•28 novembro 2009 • 2 Comentários

MAGNIFIQUE! BRAVO, BRAVO!!!!!

Nos dias 25 e 26, aconteceu a 1.ª Semana Francófona da UFPA, evento organizado pelos alunos de la Licence en Lettres Français Langue Étrangère, traduzindo,  Licenciatura em Letras – habilitação em Língua Francesa (é que ainda estou muito contente e metida, rsrsrsrrsrsrs!!!). Esse evento mostrou a cultura francófona, com sua música, gastronomia, oficinas e uma programação cultural com direito a presença dos Trovadores!!!O convite veio a mim pelas vozes de Monique e Cris, amigas e companheiras de curso (é, para quem não sabe, sou formada em Francês, precisando, é só gritar!!!rsrsrsrsrsrsrsr!!!!). Até peço desculpas por não ter divulgado antes aqui o evento, mas o fiz por emails. Bem, levei a proposta ao grupo na semana passada, na terça-feira para ser mais precisa, e de cara todos aceitaram. Amei por dois motivos: por irmos ensaiar em um outro espaço e por esse ensaio ser mostrado aos meus  amigos que estariam ali. Merci Trovadores!!!

A noite foi muito boa. Ensaiamos no estacionamento do pavilhão G, no básico, local sem uma iluminação muito adequada, mas o que não prejudicou em nada o desempenho de todos que estavam ali: palhaços e público. E público bonito, interessado, atento às palavras de Marton, que falou sobre o grupo, sobre  sua pesquisa de doutorado e sobre o processo, e ao ensaio!!!!

Começamos com o de sempre: aquecimento do corpo e da voz. Partimos, então, para nosso ensaio que, nessa noite, foi muito bom. Marton parou algumas vezes, apontando e explicando ao público algumas regras do palhaço, de seu comportamento em cena e pedindo novamente atenção dos palhaços para marcas já estabelecidas. Um ganho que tivemos foi a sugestão de uma rapaz, o MÁRIO, que não sei dizer se é aluno do francês ou estava lá pela Federal e gostou do que viu. Mas sei que é amigo de minha irmã, Suelen; fizeram karatê juntos.

Mário sugeriu que na cena em que Harpagon e Elisa discutem sobre o casamento dela com Sr. Anselmo, a palhaça que marca com o triângulo o embate dos dois (nessa cena o andar, no embate dos dois, é marcado pelos instrumentos “coquinho” (é este o nome?) e triângulo) começasse a acompanhar a fala deles, que em determinado momento fica mais acelerado, e enlouquecesse dançando. Aí ela seria interrompida pelos outros palhaços. Experimentamos a sugestão dele e funcionou!!!!E adivinha que é a palhaça?: PIRULITA (SÔNIA ALÃO). Que tem raiva de instrumento!!!!Rsrsrsrsrs.

O que foi interessante nesta dica dele é o fato que esta situação, este jogo é recorrente em outros espetáculos do grupo e não tínhamos nos atentado para tal proposição. Merci Mário.

Outras sugestões durante o ensaio não vieram, somente ao final, na roda que fazemos, em que as pessoas são convidadas a perguntar e sugerir algo. Um outro rapaz deu duas sugestões: que os palhaços que estão atrás, fora de cena, interajam mais com o que acontece na cena, mas acho que isso já estamos fazendo; e que Valério, no momento que sai com Elisa, e vai beijando a moça, um tanto escondido do pai dela, passe a mão um pouco mais, um pouco mais…entenderam? Bem, acho que essa não rola!!!!!

Uma pergunta foi feita pela Cris: a relação do palhaço e da personagem. Como é que se realiza a construção, já que não é o ator mas sim o palhaço que cria, representa a personagem. A pergunta foi respondida pelo Marton, dando como exemplo o Geninho (Adriano). Ele disse que o personagem Cleanto têm muitas características do Geninho. Nesse questionamento da Cris, falamos um pouco do Molière e chegamos a uma possível conclusão que nosso grupo é o único, que trabalha com a linguagem do clown, a montar Molière. Vou pesquisar!!!

Por fim, agradecemos a participação e o convite por estarmos lá.

Mes remerciements à tous!!!!

Uma conversa no Orkut com Aníbal Pacha

•28 novembro 2009 • Deixe um comentário

No post anterior, coloquei o texto em que Aníbal aponta suas reflexões acerca da concepção dos figurinos. Eu, considerando tais apontamentos, iniciei uma conversa com ele no orkut, no intuito de saber se ele também se pautou no próprio texto de Molière para criar os figurinos. Reproduzo aqui nossa conversa (mas podem ir á minha página se quiserem conferir).

26.11.09, na página de Aníbal

Suani:

Vou colocar tbm o teu texto no meu blog, aí te pediria, encarecidamente, que vc respondesse a minha pergutinha lá, nele. Pode ser? Senão, responde por aqui mesmo. Obrigada Aníbal. Bjs.

https://suanicorrea.wordpress.com

Suani:

Oi meu querido. Li teu texto no blog do Marton. Queria te fazer uma perguntinha: no seio de sua concepção, além de observar os ensaios, os atores em cena e seus respectivos figurinos de ensaio, vc consideroua forma como os personagens são descritos no texto, na peça? Vc leu o texto, se pautou tbm nele para compor os figurinos?


27.11.09, na página de Suani

Aníbal:

Li o texto e so usei como base as funções das pesonagens e suas relações uma com as outras. A forma foi baseada em roupas da epoca em que o texto foi escrito. Tentei simplificar ao maximo e não rebuscar as linhas e as formas dos trajes para atender a um olhar contemporâneo.


28.11.09, na página de Aníbal

Suani:

Então vc, de certa forma, não se aprofundou muito no texto para conceber os figurinos. Ok. Interessante vc comentar sobre esse “olhar contemporâneo”, pois me faz pensar e comparar esses figurinos com os do “O hipocondríaco”, pois percebo e me atento agora com a diferença entre eles, já que, mesmo que os dois tragam uma referência de roupas de época, em “O hipocondríaco” é muito mais marcado esta concepção de “roupa de época”. É isso mesmo, não é?

A concepção dos figurinos: reflexões de Aníbal Pacha

•26 novembro 2009 • Deixe um comentário

Em um determinado dia de ensaio, nosso diretor pediu ao nosso figurinista, Aníbal Pacha, que escrevesse um texto sobre a concepção dos figurinos. Aqui, como de praxe, deixo registrado suas reflexões sobre seu processo criativo (texto postado no blog de nosso diretor – http://www.unha-de-fome.spaceblog.com.br):

Tarefa árdua criar um figurino para um grupo de palhaços na montagem de um texto considerado clássico, com uma dramaturgia rígida.

Neste caso estou falando dos Palhaços Trovadores na montagem da peça “O Avarento”, de Molière.

A construção do palhaço se sustenta em um personagem específico com linguagem própria.

Tenho ai alguns desafios:

Como caracterizar (vestir) um personagem escrito e formatado de um texto clássico em uma alma clownesca, onde as formas visuais pré existem como principio único, com características individuais e de autoria pessoal?

Os Palhaços Trovadores não fogem a essa regra. O figurino que cada palhaço veste tem como princípio a concepção pessoal de cada ator clownesco. Sempre com base no exagero, o grotesco como potencial cômico, que denunciam as desmedidas entre o corpo e a roupa que veste.

O trabalho começou na observação dos figurinos de ensaio que cada um utiliza para compor seu personagem palhaço. Próximo passo foi pedir para cada um desenhar o seu personagem com todas as partes possíveis do vestuário que usualmente era utilizado por eles.

Com algumas conversas me veio uma imagem disparadora para a concepção estética do figurino. Passei alguns dias em Tomé-Açu e tive oportunidade de ir a um Circo que estava naquele momento na cidade. Eu cheguei bastante cedo e as lonas laterais estavam levantadas e percebi a movimentação dos artistas fora do picadeiro. Este mundo paralelo me prendeu até a hora de começar o espetáculo. Fiquei fascinado por ter vivenciado esses imagens desses mundos paralelos. Com um olhar de dentro do Circo vi a vida destes artistas em seu cotidiano lá fora. Então teriam dois planos visuais: o centro com a encenação do “Avarento” e o fundo com o dia a dia deste grupo de atores clownescos. Criamos então, dois tipos de figurinos: o utilizado no corpo do palhaço que veste o personagem da peça e o aplicado como adereço de cenário que serve de imagem conceitual representando a individualidade de cada um. Traduzindo esses elementos em traços, formas e volumes a imagem visual dos palhaços teria uma mistura de seus figurinos habituais com as características dos personagens do texto de Molière e ao fundo da cena um varal com roupas do dia a dia deste grupo de artistas, criando não apenas um suporte cenográfico como servindo de elemento ativo da encenação. Teriam então esses dois mundos paralelos onde em algum momento eles se misturariam.

Destacamos alguns parâmetros que norteariam a concepção do figurino.

Manter as características de cada um.

Tudo muito simples.

Desgaste pelo uso.

A avareza.

Uma peça única de tecido para o figurino.

Em um trabalho mais particular com o texto destaquei uma das falas da personagem Frosina, referindo-se ao personagem central, Harpagon:  “… seus calções presos ao gibão por agulhetas”, que sita peças de roupas que caracterizam o traje da época e definem bem seu personagem. Resolvi investigar uma peça em particular o GIBÃO que intuitivamente me chamou a atenção. Localizei esta peça de roupa em vários períodos da história do traje e a sua releitura, em particular, utilizado no sertão nordestino brasileiro.

Aurélio. Gibão é “vestidura antiga, que cobria os homens desde o pescoço até a cintura”. Também é “espécie de casaco curto que se vestia sobre a camisa”.

“O gibão de couro é a roupa típica do vaqueiro nordestino utilizada para proteger-se quando encontra-se em corrida nas matas tentando dominar um animal.”

“Casaco curto e leve de homem usado nos séculos XIV a XVI.”

Observei que essa peça de roupa passou pelo tempo sofrendo alterações, mas sempre com as mesmas características na forma e no seu uso. Com algumas releituras e adaptações o gibão foi a peça eleita para traçar a forma de cada personagem deste projeto de figurino. Foram criadas peças básicas para cada personagem como blusões, vestidos, calças e bermudas e por sobre elas a releitura do gibão como jaquetas, jaquetões, coletes e corpetes. Foram escolhidos diferentes padrões de tecidos para separar visualmente essas personagens que classifiquei em família, empregados e visitantes. Na composição final temos chapéus, gorros, tocas, perucas e bigodes que completam o visual de cada personagem. Foram mantidos dois elementos da caracterização individual de cada palhaço o nariz e o sapato.

Aníbal Pacha – Figurinista


Coisas de rua, hein!!!

•18 novembro 2009 • Deixe um comentário

Lá venho, do lado de cá, descrever mais uma noite de ensaio! E que noite, com direito a uma interferência um tanto drôle quanto épouvante: um rapaz, morador de rua, de repente, se senta ao lado dos palhaços!!!!Mais precisamente ao lado do Adriano!!!!!!Ficamos sem ação, o que fazer diante daquele figura sentada entre nós? Será que ele achou que também era um palhaço? Sabe Deus e os Santos de rua!!!!!Adriano balbuciou alguma coisa a ele, mas ele continuou lá. E nós o deicxamos ficar lá. Alessandra comentou que, talvez, ele achasse que os bancos dispostos em meio o anfiteatro eram para outras pessoas sentarem, talvez!!!Aí ele começou a falar alto, até diria que ele estava “jouant”, dialogando com os outros palhaços em cena!!!!Aliás, começamos o ensaio no meio da cena de Joaquim, Harpagon e Valério (III, 1). Ele ficou falando e já estava incomodando, mas tínhamos que resolver a situação. Teatro de Rua, Teatro na Rua, escolham, é isso, devemos estar, a priori, preparados para tais situações. Eu estava me segurando para não rir, o rapaz era engraçado, mesmo atrapalhando!!!!Mas teve um momento que o espanto e o medo nos assombrou (estou exagerando, ou não?). Ele pegou as baquetas do tarol e Andrea (Bilazinha/Joaquim) disse para ele não mexer, aí ele pegou uma vassourinha (acredito que a palhaça da Andrea irá varrer em alguns momentos do espetáculo, mas no lado da troupe decadente. Hum tenho que explicar a vcs ainda isto!!!) e esfregou, não tão forte, no nariz dela!!!!Ela e irritou  e disse “Violência não!”. Sônia se levantou e pediu para ele se levantar. Ele sentou na escada do anfiteatro, mas, como Vinícius tinha ido chamar a Guarda Municipal que faz ronda na Pça., ele “se mandou”, “rasgou” rapidamente!!!!!

Coisas de rua, hein!!!!!

Nem tudo é um mar de rosas!!!

•10 novembro 2009 • 1 Comentário

Hoje, gostaria de deixar registrado neste meu mundinho digital algumas palavras de meu amigo de vida e de ofício clownesco AM. Ele descreveu em seu blog (www.blackpalhacotrovador.arteblog.com) a noite de um ensaio, acho que foi do dia 14 de outubro, em que tudo parecia errado para ele. Na verdade, foi  a noite dele ser puxado pelo diretor com relação a interpretação de seu personagem La Flèche. Ele não estava dando as intonações do texto e nem as nuances da cena. Não é uma cena nem palavras muito fáceis, apesar de já terem sido adaptados por nós, ou melhor, mais pelo nosso diretor. Senti que ele ficou meio atordoado, até o achei tristinho. Sei que processo é isso, nem sempre estamos caminhando bem, tem dia que não estamos legais, e o ensaio fica todo “torto”.  Não estou dizendo com este meu relato que nosso diretor não devia chamar a atenção dele, afinal de contas ele É DIRETOR, é a função dele. Estou relatando isso porquê fiquei preocupado com meu amigo, pois sei que ele é muito bom, porém ele poderia ficar travado após esse ensaio. Eis as palavras dele:

14 de Outubro de 2009

de: Aurora Suani

para: Black A.M

“Amigo senti que você ficou meio tristinho pelas colocações do Marton. Relaxa, pois o que tá faltando é você gostar do personagem ou melhor se sentir a vontade com ele. Fique bem. Beijos.”

Mensagem enviada  via celular nesta noite depois de um ensaio intenso do “O avarento” Palhaços Trovdores. Minha resposta: “Obrigado! Mas não fiquei tristinho, pelo contrário, fiquei feliz em saber como tá meu processo com o personagem. É díficil, mas o caminho é esse que nosso querídissimo diretor colocou. Agora só fazer o que foi colocado. Beijo.”

“Esta foi um mensagem que eu recebi da Suani, quando ela percebeu minha mudança depois da colocação do diretor dos Palhaços sobre o meu texto em cena. Foram essas palavras ditas: “Podre, ruim, rídiculo, uma bosta…” Confesso que fiquei triste com essas palavras, mas nada que me fissese ficar pra baixo, fiquei ouvindo de como ele me dizia tudo isso com um gosto, que era estranho pra mim, na verdade era esse gosto que eu tinha que colocar no texto, dár mais sentidos para as palavras…No final de tudo, algumas lágrimas saíram correndo, uma música para ajudar as lágrimas correrem mais rápido então, ler, reeler, decorar, colocar a rolha na boca, caneta, se movimentar, falar alto em vários tons, sair doque é ler, ler, ler e ler. Ficar até altas horas, foi um suor de ator atoa.”

Galera isso é um pedaço do meu diário “HUMANO, DIVIRTA-SE!”, que eu tirei para deixar aqui no blog Black, acho que deve ser de suma importância para o processo postar um pouco de mim nesta página.

PRECISO DE COMENTÁRIOS SOBRE MEU PERSONAGEM, PALHAÇO E ATOR! COMENTEM, CRÍTIQUE!

Desenhos: figurinos dos personagens-por Aníbal Pacha

•25 outubro 2009 • 2 Comentários

Mestre Simão D. Cláudia 2 Valério 2 Merluche 2 Mariana 2 La Fleche 2 Joaquin 2 Harpagon 2 Frosina 2 Elisa Comissário Brindavone  Cleanto Anselmo